Em meu segundo review, trago-lhes uma banda meio desconhecida das terras gélidas da Finlândia, o Tarot!
Com certeza vocês conhecem o Nightwish (talvez a banda finlandesa de mais sucesso mundial). Pois bem, conhecendo Nightwish vocês conhecem o espetacular viking Marco Hietala (se você não é bom com nome é o baixista que também faz duetos com a vocalista). Vocês devem se perguntar "ok, você falou de um tal Tarot mas até agora só falou do Nightwish", eu digo: "mas aí que está, Tarot é uma banda de Heavy Metal tradicional que conta com Marco Hietala no baixo e nos vocais!". Você então diz: "Legal! Então o Tarot é a outra banda do Marco?", eu: "Na verdade, o Nightwish é a outra banda de Marco Hietala!", você: "WTF????". Pois então meus caros, sentem-se, sirvam-se de um bom Hidromel e de um pouco de Velho Toby da Quarta Sul se lhes agradam e contarei uma pequena história (bem resumida):
O Tarot surgiu em 1985 na cidade de Kuopio, Finlândia, formada pelos irmãos Marko (baixo/vocal) e Sakari (guitarra) Hietala, que adotaram os nomes artísticos Marco e Zachary. A banda veio numa onda de tocar o bom e velho Heavy Metal que estava fazendo um puta sucesso na europa e o Tarot é considerado um dos precusores do estilo na Finlândia e a banda de maior influência no país. A banda passou por pequenas alterações durante seu tempo de estrada: o guitarrista base dos 2 primeiros discos Mako H saiu e deu lugar ao tecladista Janne Tolsa e em 2006 no álbum Crows Fly Back o roadie de longa data da banda Tommi Salmela é efetivado como membro da banda e desde então vem dividindo os vocais principais com o Marco, além de humildemente adicionar uns efeitos no seu sampler. Em 2001/2002, no Nightwish, o baixista Sammi Vanska deixa a banda e o esperto Tuomas Holopainen consegue chamar o viking Marco Hietala para a posição, o que foi bom para ambos os lados. O Nightwish estava com um dos músicos mais influentes da Finlândia e o Tarot que tinha conhecimento limitado ao gélido país alcançou um reconhecimento mundial.
Este nerd-baixista-headbanger que vos fala adora as 2 bandas, mas minha preferência pessoal vai para o Tarot pois sou mais fã do Heavy Tradicional que do Power Sinfônico (mas a Tarja owna todo mundo xD). Então cheguemos de história e vamos ao review!
Ficha Técnica:Ano: 1986
Gênero: Heavy Metal
Line-up:
Marco Hietala - Baixo/Vocais
Zachary Hietala - Guitarras
Mako H - Guitarras
Pecu Cinnari - Bateria
Faixas:
1- Midwinter Nights
2- Dancing on the Wire
3- Back in the Fire
4- Love's Not Made For My Kind
5- Never Forever
6- Spell of Iron
7- De Mortui Nil Nisi Bene
8- Pharaoh
9- Wings of Darkness
10- Things That Crawl At Night
O álbum já começa bem com os riffs de arrepiar de Midwinter Nights dando aquela vontade de fazer headbangings épicos. Dancing on the Wire vem na mesma fórmula de sua antecessora, e lembrando levemente algo do British Steel do Judas Priest. No melhor estilo NWOBHM, Back in the Fire chega mantendo a cadência metálica do disco com uma letra mais foda ainda (Airbourne I'm speeding in flames / Dark wings growing from my heels / I make the rules to my games / Back in the Fire with burning wheels). Pra quem julgou que pelo nome Love's Not Made Fo My Kind seria uma balada rock 'n' roll (deixando bem claro que me amarro em baladas, mas tem muito tr00zão metido a chaotic evil por ae que despreza), bom é melhor rolar um teste de esquiva porque senão será esmagado impiedosamente por um gigante lvl 10, pois é incrivelmente pesada e rápida para uma música que tem a palavra "love" no título*. O nome antagônico Never Forever não se aplica ao peso do disco, mantendo fielmente a proposta dos irmãos Hietala ao formarem a banda. A faixa-título é um ode à nós nerds headbangers (mesmo que não tenha sido a intenção da banda :P), pois sinceramente, tem coisa mais épica do que as palavras "Spell" e "Iron" juntas na mesma frase? E a canção é igualmente foda como o nome sugere. Seguindo a audição temos a instrumental De Mortui Nil Nisi Bene (não sei o que significa por sinal, uma vez que nem o Google Translator me ajudou...) que lembra música cigana só que com guitarras distorcidas em vez de violões e bandolins, mostrando aqui que a banda tem muita variedade musical. A mais pesada do disco Pharaoh traz mais riffs matadores e a voz do Marco soando mais agressiva do que costume, mostrando que não é só nas 4 cordas que ele se garante! Wings of Darkness, o clássico supremo da banda, é a cereja que faltava nesse bolo, começa com uma simples virada espetacular de bateria e termina com uma linda frase de baixo, intercalada com um solo animal do Zachary e mais um letra épica (The skies are open / For atomic Vikings to roam / And when the quest is ended / Valhalla will then be our home!). O álbum termina com Things That Crawl At Night, que diferente do resto do disco é bem lenta e possui um clima bem sinistro, chegando a ser um pouco mais assustador que filmes de terror modernos :P
*O Spell of Iron foi regravado este ano em comemoração aos 25 anos de seu lançamento, com a formação atual. As músicas receberam novos arranjos e pasmén, letras modificadas! Neste álbum (nome: The Spell of Iron MMXI) a Love's Not Made For My Kind é realmente uma baladinha, então desconsidere o meu comentário sobre o gigante lvl 10 caso você esteja escutando esta versão.
Jogos para acompanhar:
Sempre que escutamos a primeira coisa que nos vem à cabeça são motocas, mas Tarot apesar de musicalmente ser Heavy Metal Tradicional suas letras são sobre coisas épicas sendo confundidos com Power Metal, então acaba combinando tanto com jogos de ação quanto adventures. Eu particularmente curto jogar Assassin's Creed escutando Tarot, principalmente a Dancing on the Wire (coincidência não? :P). Um Valkyrie Profile com Wings of Darkness e Back in the Fire vai muito bem. Xenogears também é um ótimo jogo pra acompanhar esta obra prima. Recomendo também Final Fantasy XIII, God of War e Dragon Age.
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Grande Abraço!
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