A noite se aproxima rapidamente de Tirisfal, numa brisa que traz odor de vida extinta e carnificina. Sobrevoa-se uma mata alta e marrom, infértil, antes de definitivamente chegar à um grande castelo. Ali, os dotados de "olhos-que-vêem-o-sobrenormal", podem enxergar cidadãos de uma antiga civilização que foram mortos durante a Terceira Guerra, na invasão da Scourge sobre a terra de Lordaeron. Lordaeron. Este era o nome dado às rúinas.
Um pouco a frente, passa-se por um corredor vazio, à céu aberto pela destruição da estrutura. Se pode ouvir gritos clamando pela volta de um rei, o mesmo rei que levou todos à queda do reino. E quando se chega no meio do salão do trono, o visitante costuma ousar a parar no meio. Seus olhos aventureiros pairam sobre o trono, e logo fecha a visão. Escuta:
"O que é isso? O que está fazendo, meu filho?", e novo sussurro noutro tom prossegue o diálogo. "Sucedendo a ti, pai."
E o som da espada é tão real que leva o visitante a procurar outra compania no ambiente, com os olhos. Nada passara de um desdobramento, arrepiante!
A jornada se extende pelo longo castelo. Uns elevadores apressados e chega-se à Undercity. O cheiro de putridão paira no ar, ar este que é até embaçado de tanta química, de tanta Praga - feitio dos apotecários que rondam sem parar a cidade subterrânea. Bichos imensos, gordos, com pele pálida e as tripas de fora andam desajeitadamente, como se guardas fossem. Eram invenções mal sucedidas, conhecidas como Abominações. Jus ao título.
-Sai da minha frente, sai da minha frente!
Uma voz feminina, com efeitos de eco, pede passagem veloz para um certo canto daquela cidade confusa, cheia de andares.
-Lady Sylvanas?
Uma outra voz, esta masculina mas numa mesma peculiaridade sonora, intercede o passo apressado da moça. Ossos de articulações estão expostos, e no seu olho não há vida. Acontece o mesmo nos olhos da mulher.
-Não! Dark Ranger Alina. Venho de Arathi Highlands e lady Sylvanas me quer o mais depressa possível.
-Ainda bem que não gastei minhas falidas articulações para me curvar, he he he - ele toma ar e prossegue com a fala cansada. - De lado você se parece com lady Sylvanas, mas sua voz é enjoativa.
-Urg! Perda de tempo, saia da minha frente.
A mulher que não deve ter idade em vida maior a 25 anos, prossegue a caminhada veloz. Sua capa, destruída na ponta, esvoaça com a sua rapidez. Os cabelos, longos e claros, as orelhas e suas armas realmente fazem Alina e outras Dark Rangers parecerem com lady Sylvanas, se não atentado aos detalhes importantes.
Alina esquiva-se de mais alguns mortos caminhantes e Abominações, chegando à um salão. Não muito grande.
-Dark lady Sylvanas... - ela se ajoelha. - Em que meus comandos de Arathi Highlands lhe podem ser úteis?
-Desta vez, preciso de vocês aqui.
Diz Sylvanas Windrunner, a mesma com quem Aline quase fora confundida com o cidadão zumbi. A sua voz e a da Aline têm o mesmo aspecto morto, e seus traços raciais são os mesmos - indicando que Sylvanas não fora a única a se libertar da necromancia do Lich King e da Scourge. Ela prossegue, de pé, no centro do salão elevada por círculos centrais, portanto a Sunstrider's Longbow.
-Que passado você tem na diplomacia?
-Fui do corpo diplomático de Silvermoon, milady. Estava começando em minha carreira, quando este tormento abalou todos nós.
-Irônico. Pois é exatamente do tormento que você vai cuidar.
-Peço permissão para pedir-lhe à maior especificidade.
-Minha memória não falha que o Lich King ordenou a queda de Quel'Thalas para reviver aquele pedaço de matéria podre... Kel'Thuzad. Caíram vários semelhantes élficos, e me recordo em perfeição que o corpo diplomático de Silvermoon era imenso. Éramos neutros, portanto a diplomacia era a base de nosso legado.
Sylvanas ergue um silêncio um tanto dramático. Em sua face pálida, pode-se ver o desgosto dos acontecimentos do distante passado, mas de sequelas eternas. Embora ninguém naquele recinto fosse ousado o suficiente para olhar diretamente à Windrunner.
-Em suma. Ordeno uma reunião daqui a três "cair-da-luz" - uma expressão usada pelos cidadãos de Tirisfal em menção ao pôr-do-Sol, uma claridade, já que não há exatamente meios de ver o Sol naqueles terras, devido à condição podre do ar que filtra o Astro rei. - Você tem a permissão de tirar os ex-diplomatas de Silvermoon de seus postos. Reúna-os nesta sala no tempo ordenado, mas não revele o motivo da convocação privada.
-Sim, milady.
-Pode sair.
-Com licença.
E a Rainha Banshee toma feição de raciocínio. Varimathras, um dreadlord assistente de Sylvanas que esteve presente a todo momento, decide quebrar o silêncio.
-Em que pensa?
-Numa aliança falsa. Um grande plano, dois coelhos mortos em uma flechada só. Mas preciso amadurecer o pensamento.
-Parece bom.
OLOCO curtiram o capítulo um? E aí, os personagens estão iguais ao que a Blizzard costuma propor em WoW?
Post scriptum: não tenho dias certos para escrever a fanlore, galero. Ou seja, isso pode sair uma vez por dia, semana, mês, ano, geração ou sei lá quando a inspiração vier. Talvez a inspiração venha com mais facilidade se houver muito feedback positivo, como costuma acontecer.
Aceito sugestão de narração, personagem ou enredo - mas só enquanto isso tá começando, ein! Abs!
ESTE POST TEM O SELO BLACKTHUNDER DE GARANTIA. Onde apenas os posts epicos tem este selo! LOL
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